Encontramos a 2h30 de marcha muito elevada aquilo que procurávamos, Rotcha Lisa -140 metros, uma placa linda. Peguei no martelo fiz depilação ás pernas nas enormes piteiras e cactos, mas consegui chegar á base que me pareceu com muita coisa para limpar mas com uma consistência que me agradava, depois da desgraça que tinham sido outras zonas com rocha podre e fracturada.
No dia seguinte já em formato de expedição com o meu carregador de altura, lá fomos para equipar a primeira via de escalada desportiva em São Nicolau. Comecei por cima coloquei um top e fui andando para baixo, coloco 2 protecções e de repente a rocha muda completamente voltamos a lages ôcas, frágeis e com uma camada superficial em decomposição, não desisto e desço cerca de 10 metros até uma cova, aí volto a colocar um top e coloco mais 4 protecções, começo a chegar á zona mais escura da placa e espero que aí seja a loucura do basalto, mas não, lages de 4, 5,6 metros podres e a mandarem-me embora dali literalmente. Mais para baixo a coisa não ficou melhor, encontramos zonas onde conseguimos colocar uns pernos para descer mas o sentido de responsabilidade falou mais alto e acabamos por desistir , ali não faria-mos nada a não ser gastar material para nada, foi difícil deixar aquele paredão mas o Espanhol tinha razão, 7 furos bastaram-lhe para ele se ir embora mas eu como bom Português tinha que fazer 17 para me sentir realizado.